Devemos nos alegrar ou denunciá-lo? Na segunda-feira, 13 de abril, a comunidade iraniana exilada na Suécia estava dividida, enquanto Reza Pahlavi falava aos deputados suecos no Parlamento em Estocolmo. Residente nos Estados Unidos, a viver em Paris desde meados de fevereiro, o filho mais velho do último xá do Irão, expulso pela revolução islâmica de 1979, foi convidado para lá pelo partido Democratas Suecos (extrema direita) e pelos Democratas-Cristãos, membros da maioria governamental.
Sinal de que esta visita não foi unânime, três manequins com imagens dos líderes destes dois partidos e do Sr. Pahlavi foram descobertos, de manhã cedo, pendurados numa ponte, perto da praça Sergels Torg, mesmo no centro da capital. Eles estavam adornados com uma placa onde estava escrito “Genocidaires, carrascos e lacaios”. A polícia os destacou e uma queixa por “ameaças ilegais” foi arquivado.
Esta acção seguiu-se a vários dias de intensos debates na Suécia em torno de um convite que gerou polémica no Parlamento, mas também entre os iranianos no exílio, dos quais há mais de 87.000 no reino. Na manhã de segunda-feira, várias dezenas de manifestantes reuniram-se nas ruas de Estocolmo.
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