Um minuto e trinta segundos foi suficiente, sexta-feira, 13 de março, às 8h02 (5h02 em Paris), para que um poderoso fluxo emergindo da câmara magmática de Piton de la Fournaise cobrisse completamente a estrada nacional 2 que corre ao longo da costa leste da Reunião. Às 8h37, um segundo fluxo começou a avançar na rodovia; antes de um terceiro, pouco antes do meio-dia.
Estes três braços de lava percorreram quase 7 quilómetros desde o cone eruptivo localizado a 2.100 metros de altitude, no flanco sul do vulcão que entrou em erupção apenas um mês antes. Bem visíveis da costa, os fluxos deslizaram pelas grandes encostas antes de engolir a floresta e queimar suas árvores – madeiras de muralha, mangueiras, casuarinas, goiabeiras – liberando nuvens de cinzas. “Esses três braços estendem-se por uma largura total de aproximadamente 260 metros, especifica Aline Peltier, diretora do observatório vulcanológico Piton de la Fournaise. Não podemos saber se essas frentes se unirão. »
Mais de mil pessoas permaneceram, durante a noite de quinta para sexta-feira, atrás de barreiras instaladas na estrada pela gendarmaria, para não perderem um acontecimento que não ocorria desde 2007. Por questões de segurança, o trânsito na RN2 foi cortado na quinta-feira, pelas 15 horas, 2 quilómetros antes dos pontos de impacto dos fluxos de lava monitorizados por drones das equipas do observatório de vulcões.
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