O Ministério da Economia e Finanças em Paris, 9 de janeiro de 2025.

Há apenas um ano, a ordem dos médicos atravessava uma forte zona de turbulência, responsabilizada pela sua inação e pelos seus fracassos, durante o julgamento do cirurgião Joël Le Scouarnec, condenado, em 28 de maio de 2025, por violações e agressões a 299 vítimas. É hoje, de forma mais ampla, nas falhas da sua missão disciplinar, mas também de toda a sua gestão, que a organização de direito privado, encarregada de uma missão de serviço público, é apontada. E muito severamente.

Num relatório provisório da Inspecção-Geral de Finanças, datado de Janeiro e revelado pelo O Pato Acorrentado na sua edição de 18 de março, a observação é clara: a gestão da ordem dos médicos, que tem um orçamento anual de cerca de 111 milhões de euros, é salpicada de “numerosas irregularidades”. Ela também sofre de “falta de transparência e controle”. A tal ponto que os inspectores recomendam, entre outras coisas, uma revisão profunda da sua organização, estabelecendo um “pessoa jurídica única” sujeito a controle externo, reunindo todos os conselhos da ordem. Ou mesmo para trazer os pacientes para a sua governação. Contactado, o conselho nacional da ordem dos médicos esclarece que “o procedimento está em andamento, [il] não pode comentar publicamente nesta fase”.

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