Ok, IA é cara. Mas beneficia principalmente uma única empresa. A Nvidia registra margens de 75% em chips que os gigantes do Vale do Silício estão abocanhando como pão sagrado, correndo o risco de queimar suas asas em uma corrida armamentista sem fim.

Falamos frequentemente de uma “corrida ao ouro” para a inteligência artificial, mas a imagem tornou-se demasiado fraca. A Nvidia não vende apenas pás e picaretas.
A Nvidia é dona da mina, da forja e do banco que financia os mineradores. Foram divulgados os resultados financeiros do exercício de 2026, que termina em 25 de janeiro: 120 mil milhões de dólares de lucro líquido para 216 mil milhões de volume de negócios. Para se ter uma ideia, a Nvidia vale hoje mais de uma vez e meia todo o CAC 40 combinado. É um absurdo, mas é a realidade de um mercado onde a demanda por computação é inacreditável.
O motor deste caixa eletrônico? Centros de dados. Este segmento pesa agora 193,7 bilhões de dólares no ano. Jensen Huang, o fundador e CEO de jaqueta de couro, não se contenta mais em dominar, ele evangeliza.
Segundo ele, o mundo está migrando da computação tradicional para a “IA física” e sistemas multiagentes. Resumindo, depois de aprender a conversar com o ChatGPT, construiremos fábricas e robôs gerenciados por cérebros eletrônicos desenhados em Santa Clara. E para isso, você precisa de poder. Muito poder.
Vera Rubin: o guarda-roupa de US$ 4 milhões
A nova estrela do catálogo se chama Vera Rubin. Não estamos mais falando de uma simples placa gráfica que você coloca no seu PC para jogos (um segmento que, aliás, pesa apenas 16 bilhões em comparação com o monstro da IA).
Para ir mais longe
Aqui está a Nvidia Vera Rubin: 13 vezes mais poderosa que a Blackwell!
A plataforma Vera Rubin é um gabinete de TI que pesa duas toneladas e é composto por 1,3 milhão de componentes. O preço? Entre 3,5 e 4 milhões de dólares por unidade.

A Nvidia conseguiu a façanha de duplicar o consumo elétrico bruto de seus sistemas e, ao mesmo tempo, multiplicar por dez a capacidade de computação por watt. É uma corrida tecnológica precipitada que ninguém, nem mesmo a Intel ou a AMD, parece capaz de impedir.