Khaleda Zia, durante uma reunião em Dhaka, 1 de Setembro de 2003.

Ela foi uma pioneira, a primeira mulher a liderar o Bangladesh, de 1991 a 1996 e de 2001 a 2006, neste país esmagadoramente muçulmano, criado em 1971 após a guerra de independência contra o Paquistão. Khaleda Zia morreu, aos 80 anos, em 30 de dezembro de 2025, em Dhaka, encerrando um capítulo importante na vida política de Bangladesh. Foram anunciados três dias de luto nacional.

Nascida em 1945 em Jalpaiguri, Bengala Ocidental, então parte da Índia britânica, esta filha de um comerciante de chá não estava destinada a entrar na política, mas o rumo da sua vida mudou em 1981, após o assassinato do seu marido, o presidente general Ziaur Rahman, com quem se casou aos 15 anos.

Viúva aos 35 anos, a “dona de casa tímida”, como era descrita na altura, juntou-se ao Partido Nacionalista do Bangladesh, criado pelo seu marido, em 1982. Assumiu a presidência em 1984. Novata na política, liderou uma luta implacável durante oito anos contra o governo militar do general Hussein Mohammad Ershad, ao custo de várias detenções.

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