Na exposição

Às vezes a história dos homens gagueja, e isso também acontece com a do mobiliário, segundo mostra a exposição “Ressurgências. Reedições de Jean-Michel Frank a Rena Dumas”, apresentada até 23 de fevereiro de 2026 pela French Design Galerie, em Paris. São encenadas cerca de vinte peças, todas feitas na França, que ressuscitam talentos de antigamente, famosos ou pouco conhecidos.

Entre as criações mais antigas expostas – numa cenografia de luz e sombra da decoradora Pauline Leprince – está a mesa lateral minimalista de metal preto Cendrier, projetada em 1929 pelo arquiteto vanguardista Pierre Chareau (1883-1950) para a Maison de verre, e reeditada em 2024 pela galeria MCDE. O mais recente tem menos de trinta e cinco anos: é o gabinete Otto (1992), de Philippe Hurel (1911-2022), reinterpretado em 2024 pelo decorador Tristan Auer para a casa Philippe Hurel.

Que chovam reedições nestes tempos difíceis, propícios à nostalgia, não é surpresa. Por outro lado, a (re)descoberta de criações de mobiliário de uma modernidade louca, várias décadas depois, é uma delas. “Ao instalarmos certas peças na exposição, dissemos a nós mesmos que podíamos acreditar que eram de hoje, já que suas formas pensadas há muito tempo ainda ressoam nas sensibilidades contemporâneas”sublinha Chloé Loric, curadora do evento.

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