Enquanto a Apple fixa seus chips M4 em iPads sem ventilador, a Huawei está seguindo o caminho oposto. As notícias Borda do MatePad chega com uma promessa simples: desempenho mantido graças a um sistema exclusivo de refrigeração líquida.

A Huawei não está desistindo. Enquanto o mercado de tablets ainda luta para se situar entre o “smartphone grande” e o “PC pequeno”, o fabricante chinês acaba de estabelecer o Borda do MatePad na mesa. A ficha técnica é uma pequena lição de engenharia.
Estamos falando de um tablet de 14,2 polegadas diagonal que só pesa 789 gramas. É enorme, mas surpreendentemente leve para este tamanho. Mas o que me chama a atenção não é a tela. Isto é o que está por trás disso. A Huawei conseguiu integrar um sistema de resfriamento ativo em um corpo de apenas 6,85 mm. A Apple tem medo dos fãs no seu iPad Pro M4? A Huawei os abraça.
Engenharia térmica
O problema número um com tablets poderosos é o estrangulamento. Você inicia uma renderização de vídeo, o tablet esquenta e o desempenho cai. É físico.

A solução da Huawei neste MatePad Edge é fascinante. Eles integraram um sistema com câmara de vapor dupla acoplado a microbombas de refrigeração líquida e, em algumas versões, ventiladores ultrafinos. O resultado? O processador Kirin X90 (ou X90A dependendo da versão) pode conter um envelope térmico (TDP) de 28W.

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Concretamente, o que isso significa? Que este tablet pode, teoricamente, suportar cargas de trabalho pesadas por muito mais tempo do que um iPad Pro, que depende apenas de seu chassi de alumínio para dissipar o calor. É uma abordagem de “PC” no corpo de um tablet.

Tudo é exibido em um painel OLED de 3,1K (3120 x 2080 pixels) com clock de 120Hz. O brilho aponta para 1000 lêndeas. Nisso, é o padrão de ponta, nem mais, nem menos.

O anti-iPadOS: software servindo hardware
Poder sem controle não é nada, conhecemos a música. Mas aqui, a Huawei implanta Harmony OS 5 (também chamado de HarmonyOS Next) com uma promessa que prejudica o iPad: suporte para aplicativos de desktop completos.

Versões móveis não esticadas. Estamos falando de uma interface capaz de gerenciar janelas, softwares reais de multitarefa e produtividade (WPS Office, software CAD) como em um laptop. Com o teclado magnético (pelo menos 1,8 mm de curso) e a caneta M-Pencil Pro, a proposta de valor é clara: você não precisa mais do seu laptop.
Em termos de autonomia, a bateria 12.900mAh é colossal. Suporta carregamento rápido 140 W. É simples: você recarrega esse monstro em apenas uma hora. É o tipo de detalhe que muda a vida quando se viaja profissionalmente.
O problema? Disponibilidade e potência bruta
Mas espere. Não jogue fora o seu MacBook ainda. Existem duas sombras no quadro.
Primeiro, poder bruto. O Kirin X90 é uma façanha dadas as sanções americanas, mas não vamos esconder a cara: em puro poder, provavelmente está muito atrás de um chip Maçã M4. A Huawei compensa mantendo melhor o desempenho ao longo do tempo (graças ao ventilador), mas em um benchmark seco, o iPad sem dúvida manterá a vantagem.
Em seguida, disponibilidade. Anunciado na China a partir de 5.999 yuans (aproximadamente 800 euros HT), esta máquina funciona em um ecossistema sem Google. Para uso em escritórios na China, é perfeito. Para nós na Europa? É sempre o mesmo quebra-cabeça, mesmo que existam soluções.
Para os mais afortunados (ou mais loucos), a Huawei também lançou uma versão Edição Master Extraordinária MateBook Fold. Um PC dobrável 26.999 yuans (ao lado de 3.500 euros). Aí estamos em puro delírio tecnófilo.
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