Os mais altos escalões das forças iranianas precisavam de confiança para ousar reunir-se na manhã de sábado, 28 de fevereiro, na rua Pasteur, em Teerão. Nomeada em homenagem ao inventor francês da vacina antirrábica, esta artéria arborizada, limpa e calma reúne as principais instituições da República Islâmica: o gabinete do Guia Supremo, Ali Khamenei, o do presidente, e o Conselho Supremo de Segurança Nacional.
Enquanto o regime iraniano arrastava as negociações com Washington sobre o seu programa nuclear, a CIA acompanhava de perto a actividade de Rue Pasteur desde Janeiro. Foi ela a primeira a saber de uma reunião da qual participaria o Guia Supremo, neste dia 28 de fevereiro, segundo o New York Times. Ela transmitiu esses elementos à inteligência militar israelense, que por sua vez acompanhou os movimentos dos soldados convocados, segundo o exército.
Sexta-feira, 27 de fevereiro, véspera da reunião, um vazamento na imprensa israelense sugeriu que o chefe de gabinete, Eyal Zamir, estava dormindo em casa. Na realidade, ele estava a planear o ataque à reunião iraniana. Os combatentes israelenses decolaram ao amanhecer. Às 9h40, bombardearam um edifício onde estava o Guia e aquele onde já se reuniam o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi, o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o secretário do Conselho de Defesa, Ali Shamkhani, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh.
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