Em Guadalajara (México), após a violência ligada à morte do traficante de drogas Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo “El Mencho”, em 22 de fevereiro de 2026.

O estado de Jalisco está saindo dolorosamente de seu torpor após a operação militar de domingo, 23 de fevereiro, na qual o líder do Cartel Jalisco Nueva Generacion (CJNG), Nemesio Oseguera Cervantes, vulgo “El Mencho”, foi morto, e que deixou 25 mortos na guarda nacional e 46 entre traficantes de drogas. David Mora é pesquisador especializado no México no International Crisis Group, um centro de pesquisa sobre crime organizado e resolução de conflitos armados.

O senhor estava em Guadalajara no momento da morte de “El Mencho”, domingo, 22 de fevereiro. Como viveu este dia?

Foi muito impressionante ver como uma cidade pode esvaziar em poucos instantes, os negócios fecham um após o outro e as pessoas desaparecem num município como Guadalajara, o segundo maior do México, onde vivem mais de 6 milhões de pessoas. A cidade sediou uma meia maratona no domingo, havia mais de 10 mil corredores e muitos ficaram retidos porque estradas foram fechadas e muitos voos cancelados. Apenas um vendedor de taco estava aberto e estava lotado, tanto por corredores quanto por policiais. Falei com membros da Guarda Nacional que me contaram cenas de violência terrível. Os 25 policiais mortos morreram no estado de Jalisco, eram seus colegas.

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