CRÔNICA
Ai do turista amante de séries que faz as malas para uma estadia na França: a visão de duas séries locais, lançadas quase ao mesmo tempo, Um profeta, no Canal +, segunda-feira, 2 de março, e Caçadona Apple TV, quarta-feira, 4 de março, irá encorajá-lo fortemente a mudar de destino. Nesta França fictícia, as disputas são resolvidas pela morte violenta de uma ou de outra parte, quer viva numa cela em Baumettes ou no sopé dos Alpes; as lealdades vêm de origens familiares ou geográficas; o único valor comum, o dinheiro, não pode ser partilhado – deve ser conquistado, por todos os meios.
Esta coceira de violência pessimista também se deve, obviamente, ao acaso. Caçado deveria ser colocado online no início de dezembro de 2025. A descoberta de material pré-existente – um romance e um longa-metragem da década de 1970 – cuja existência escapou ao produtor (Gaumont) e à emissora (Apple TV), mas provavelmente não ao diretor e roteirista, Cédric Anger, atrasou o lançamento desta série em três meses.
Um profeta, a revisitação do filme de Jacques Audiard (2009) pelos autores do roteiro que inspirou o cineasta, Abdel Raouf Dafri e Nicolas Peufaillit, foi concluída há vários meses; a série foi exibida no Festival de Cinema de Veneza em setembro de 2025. Resta se ver neste espelho, a França de 2026 pode se sentir tão mal quanto a madrasta da Branca de Neve ao contemplar a dela.
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