A onda de choque da guerra no Irão começa a afectar as finanças públicas francesas. Como prova, a emissão de dívida realizada na quinta-feira, 2 de abril, pelo Tesouro. Como todas as primeiras quintas-feiras do mês, este departamento do Ministério da Economia deveria colocar junto dos investidores obrigações de médio e longo prazo, reembolsáveis neste caso ao fim de oito a vinte e dois anos. Um prémio sensível, trinta e três dias após o início da operação militar israelo-americana no Irão, que abalou a economia mundial.
O resultado? “Investidores franceses e internacionais estiveram lá”, observa Théophile Legrand, de Natixis. Pediram 2,1 vezes mais dívida do que o proposto, pelo que o Tesouro conseguiu angariar 12,5 mil milhões de euros, o topo do intervalo planeado. Apesar do estado degradado das contas públicas e das ameaças que o conflito representa para o crescimento, os bancos, as seguradoras, etc., mantêm, portanto, a confiança na assinatura da França e concordam em emprestar-lhe milhares de milhões adicionais. Mas não mais pelo mesmo preço.
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