O sérvio Novak Djokovic e o italiano Jannik Sinner se enfrentam na quadra Philippe-Chatrier, em Roland-Garros, no dia 6 de junho de 2025.

O declínio do saibro é inevitável na França? Na década de 1950, esse revestimento cobria quase todas as quadras de tênis do país. Em 1975, a proporção caiu para 50%. Agora, representa apenas 16% dos 31 mil terrenos filiados à Federação Nacional (FFT). A mesma observação para os torneios: apenas 19% dos eventos masculinos acontecem neste tipo de superfície e 34% para as mulheres.

A comparação com nossos vizinhos é impressionante. Na Espanha, o saibro representa 60% das quadras. Na Itália e na Suíça, 70%. Na Alemanha, 80%. Mesmo na Bélgica e na Holanda, onde o clima é mais frio e húmido, continua a ser a cobertura mais comum – embora nem sempre tenha esta característica cor laranja.

Na França, o descontentamento pelo ocre remonta à década de 1980. Em 1981, com o objetivo de democratizar a bolinha amarela, Philippe Chatrier, então presidente da FFT, lançou o projeto “5.000 quadras”, permitindo que muitas pequenas cidades se equipassem com um campo. Digitalmente, é um grande sucesso.

Você ainda tem 83,66% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.

Fonte

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *