Isabelle Huppert (Marianne Farrère) e Laurent Lafitte (Pierre-Alain Fantin) em “A Mulher Mais Rica do Mundo”, de Thierry Klifa.

A OPINIÃO DO “MUNDO” – IMPERDÍVEL

Uma chefe bilionária chamada Marianne que dá errado é como uma República desmoronando. E é, implicitamente, toda a história de A mulher mais rica do mundosexto longa-metragem do diretor francês Thierry Klifa, brilhantemente dirigido por Isabelle Huppert e Laurent Lafitte (irreconhecíveis e permanentes).

Rica herdeira de uma empresa de cosméticos, Marianne Farrère (Isabelle Huppert) tem uma vida regulada como um talão de cheques. Seu cabelo combina com os assentos caramelo da sala de reuniões, e suas roupas, em tons elegantes de vermelho, evocam seu temperamento impetuoso. “Madame está servida”diz o impecável mordomo (Raphaël Personnaz) todas as manhãs, antes de listar seus muitos compromissos.

Mas tudo muda quando Marianne conhece Pierre-Alain Fantin (Laurent Lafitte), fotógrafo e artista de reputação sulfurosa, que vem tirar seu retrato em sua casa, em sua suntuosa villa, para publicação em uma revista de moda. A insolência desse homem, seu lado canino desajeitado e maluco fascinam o empresário. Eles não se separam mais e o cotidiano começa a descarrilar sob o olhar tímido do marido (André Marcon) e parentes.

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