A direita colombiana, que, há apenas seis meses, parecia segura de regressar ao poder, está a lutar para esconder a sua preocupação. Todas as sondagens mostram o candidato de esquerda, Ivan Cepeda, a liderar a primeira volta das eleições presidenciais marcadas para 31 de Maio, com cerca de um terço dos votos. Sua vitória no segundo turno (que, se ocorrer, deverá ocorrer no dia 21 de junho) não está excluída. Até lá, a votação legislativa de 8 de março servirá de teste. Três primárias “interpartidárias” também serão realizadas nesse dia para permitir que as coligações partidárias definam o seu candidato presidencial.
“A grande fragmentação dos partidos políticos dificulta as previsões e a leitura das questões eleitorais”, sublinha o analista Ricardo Garcia. Nas eleições legislativas, mais de 3 mil candidatos – divididos em 26 listas para o Senado e 498 listas para a Câmara dos Deputados – disputarão os votos de 41 milhões de eleitores. Para o Sr. Garcia, “apenas uma certeza: nenhum partido ou coligação previamente definida consegue obter a maioria.” A eleição presidencial monopoliza a atenção e as conversas da mídia. Embora um terço dos eleitores ainda se diga indeciso, as sondagens contraditórias apenas mostram tendências.
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