Manifestação a pedido do coletivo Vamos unir-nos pela fusão das listas de esquerda, em frente à sede da campanha de Benoît Payan, em Marselha, 16 de março de 2026.

Chega de (ou quase) conversas mesquinhas entre socialistas e “rebeldes”. Chega de ukases, ultimatos e portas batendo. Em Toulouse, Limoges, Clermont-Ferrand, Brest, Nantes, Avignon e Estrasburgo, no dia seguinte à primeira volta das eleições municipais, e no final de uma cansativa noite de negociações, o Partido Socialista (PS) e Les Ecologistas assinaram numerosas alianças com La France insoumise (LFI) com vista à segunda volta. Depois da guerra fratricida das últimas semanas, as contingências eleitorais trouxeram a LFI e o PS de volta à mesa de negociações e o machado foi – aparentemente – enterrado.

O partido rosa concordou em aproveitar “mão estendida” de Jean-Luc Mélenchon, que há vários dias pede a formação de uma “frente antifascista” para combater a extrema direita. O suficiente para despertar o sarcasmo de Macronie, da direita e do Rally Nacional (RN), que lembrou à direção do PS a sua promessa de ruptura, mesmo ambígua, após as polémicas em torno da morte do activista de ultradireita Quentin Deranque sob os golpes de activistas antifa, alguns dos quais teriam pertencido à Jovem Guarda, e dos trocadilhos duvidosos do líder “rebelde” em torno dos apelidos judeus.

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