Esta é a primeira vez. Os principais grupos de reflexão e gabinetes de investigação franceses sobre a transição energética nunca se reuniram para transmitir uma mensagem comum. A guerra no Médio Oriente e na Ucrânia é a ocasião para esta abordagem vinda de estruturas com sensibilidades diferentes. O Instituto Montaigne, o Projeto Shift, a Fundação Jean-Jaurès, a Terra Nova, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Relações Internacionais (Iddri), o Instituto Jacques-Delors e o Instituto de Economia Climática (I4CE) unem-se para apelar à aceleração da eletrificação da economia francesa, a fim de se afastar dos combustíveis fósseis o mais rapidamente possível, reforçar a independência energética e proteger melhor as famílias e as empresas contra futuros choques energéticos.

Em França, 70% do consumo final de energia provém da combustão de petróleo e gás (o carvão é agora muito marginal). Além disso, ao menor abalo que afecte os países produtores de petróleo que fornecem energia a um país sem recursos fósseis, os impactos na economia e nas famílias são importantes. 48 horas depois do início dos bombardeamentos ao Irão e enquanto o Estreito de Ormuz, por onde transita 20% do petróleo e do gás vendido no mundo, ainda não estava fechado, os preços na bomba em França dispararam, embora a Europa dependa apenas de 20% das exportações do Golfo Pérsico. Para os institutos de investigação, esta é uma nova demonstração de que a dependência da França e da União Europeia é mortal. E devemos, portanto, acelerar a saída dos combustíveis fósseis.

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