Uma oliveira sobre um fundo amarelo e verde. Desde a criação de Israel, os soldados da Brigada Golani brandiram este símbolo em todas as guerras do país. Até à última frente aberta pelo Estado hebreu, na fronteira com o Líbano: os seus batalhões participam na ofensiva de grande escala lançada à margem do conflito com o Irão. A bandeira Golani já foi hasteada nestas aldeias libanesas onde a brigada foi a primeira a entrar, no final de 2024. Antes disso, vimos isso na Faixa de Gaza, quando os seus soldados estavam no centro da ofensiva no enclave, ou mesmo na Síria.
Os Golani lutaram em todos os lugares. A mais antiga brigada de infantaria de Israel, é também uma unidade martirizada: aquela que perdeu mais soldados do que todas as outras no ataque terrorista de 7 de Outubro de 2023 levado a cabo pelo Hamas e seus aliados. No país, canções e reportagens o glorificam há décadas.
No entanto, durante o ano passado, a brigada Golani foi acusada de ser responsável por dois dos crimes de guerra mais contundentes cometidos em Gaza. Assassinatos filmados. O de catorze socorristas e um funcionário da ONU em Rafah, em 23 de março de 2025. E o tiroteio no hospital Nasser em Khan Younes, em 25 de setembro de 2025 – um ataque em duas fases que matou vinte e duas pessoas, incluindo cinco jornalistas e socorristas.
Imagens autenticadas, retiradas da comunicação israelense, mas sobretudo de dezenas de relatos de soldados vistos nas redes sociais, depoimentos de soldados e especialistas, reconstrução da cadeia de comando… A investigação em vídeo do Mundo refaz pela primeira vez a jornada da brigada Golani: suas batalhas, suas perdas, seus abusos e sua impunidade. Ainda na linha de frente das guerras de Israel.