Traders em Wall Street, em Nova York, em 2 de março de 2026.

Guerra? Que guerra? Uma rápida olhada nos principais índices de ações americanos não permite adivinhar que acaba de ocorrer um grande evento geopolítico no Oriente Médio, ameaçando uma das principais rotas comerciais e o abastecimento energético de parte do planeta. Segunda-feira, 2 de março, o S&P 500 (+0,04%), o Dow Jones (-0,15%) e o Nasdaq (+0,36%) apresentaram notável estabilidade, antes de perder algumas penas na terça-feira, 3 de março (cerca de -1% cada), longe da queda dos mercados asiáticos (-12% em Seul, -4% em Tóquio na quarta-feira, 4 de março), enquanto as bolsas europeias recuperaram ligeiramente na abertura de quarta-feira, depois de terem caído na véspera (+ 0,45% para o CAC 40, + 0,65% para o Dax alemão).

Significa isto que o mercado americano está imune aos efeitos da guerra no Irão ou que os investidores apostam num conflito curto e relativamente indolor? Acima de tudo, é a incerteza que parece predominar nesta fase. Os índices registaram variações intradiárias muito fortes, com perdas de 2,5% a meio da sessão de terça-feira, com recuperação no final do dia, na sequência dos anúncios de Donald Trump sobre a segurança do transporte marítimo no Estreito de Ormuz. O VIX, denominado “índice do medo”, que mede a volatilidade do mercado, subiu brevemente para 28 pontos na terça-feira, o seu nível mais alto em vários meses.

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