O produtor Ingo Fliess e o diretor Ilker Çatak (Urso de Ouro de Melhor Filme por “Yellow Letters”), na Berlinale, em Berlim, 21 de fevereiro de 2026.

Por fim, teremos falado de política, durante a cerimónia de encerramento do 76ºe Berlinale, sábado, 21 de fevereiro. Os trabalhos envolvidos foram premiados, mas sobretudo vários cineastas falaram em apoio à Palestina, indo contra a vontade do júri. Este último, presidido por Wim Wenders, preferiu, durante a conferência de imprensa de abertura, em 12 de fevereiro, não falar sobre o assunto, visivelmente constrangido com o apoio da Alemanha a Israel. A polêmica, nascida da sentença de Wenders (“devemos ficar fora da política”), terá parasitado esta edição monótona a nível estético, se excetuarmos alguns grandes filmes como Taode Alain Gomis, em competição, saiu sem recompensa.

O júri atribuiu o Urso de Ouro a Letras Amarelasdo alemão Ilker Çatak (A Sala dos Professores2023), denunciando a Turquia de Erdogan, um regime implacável com dissidentes e artistas. Vemos um diretor turco e sua esposa, atriz, serem repentinamente demitidos do teatro em que trabalham, em Ancara. Este casal é posto à prova, num cenário sem nuances.

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