A futura Siri, aquela que deveria ter começado a aparecer no iOS 26.4, é baseada nos modelos de IA do Google. Mas esta não é a única tecnologia da gigante da web que a empresa Apple precisa. Deverá também confiar a hospedagem do novo assistente a servidores do Google, mas configurados de acordo com os padrões de proteção de dados da Apple.

Em junho de 2024, Maçã apresentou o novo Sirium assistente com tecnologia de IA capaz de pesquisar dados e aplicativos do usuário para responder perguntas de uma forma muito mais pessoal e precisa. Infelizmente, mais de 18 meses depois, ainda nada! Esperávamos que o iOS 26.4, atualmente em beta, finalmente trouxesse as primeiras funções deste Siri 2.0, mas por enquanto ainda é letra morta.

Até a Siri não pode mais viver sem o Google

Entretanto, a Apple assinou uma parceria com Google para que o Siri possa explorar os modelos de IA do Gemini, que o gigante da web concordou em modificar e personalizar para adaptá-los às necessidades deste novo cliente. No entanto, isto continua a ser uma admissão das deficiências do fabricante de Cupertino no campo da IA.

A Apple também poderia contar com outra tecnologia do Google, ou melhor, com outra infraestrutura. O site A informação confirma um boato que circula há semanas: o novo Siri seria hospedado nos data centers do Google… respeitando os padrões de confidencialidade impostos pela Apple. Que terá que demonstrar pedagogia para transmitir a pílula aos seus usuários que estão mais preocupados com a confidencialidade.

A Apple sempre se orgulhou de dominar a maioria dos componentes tecnológicos de seus produtos, desde o design do chip até o sistema operacional. No entanto, no domínio da nuvem e da IA ​​generativa, a empresa depende cada vez mais de intervenientes externos. Já utiliza o Google Cloud para determinadas tarefas, como armazenamento online ou treinamento de seus modelos internos.

Esse aumento no uso do Google ocorre em um momento em que a infraestrutura interna de nuvem mostra seus limites. A Apple destaca seu sistema Private Cloud Compute, que supostamente processa as solicitações de IA mais complexas em servidores equipados com chips projetados internamente. Consultas mais simples permanecem executadas localmente no iPhone.

Segundo o site, essa capacidade da nuvem só seria utilizada em média até 10%. Alguns servidores planejados para IA ainda nem foram instalados. Ainda mais preocupante, os chips da Apple implantados nesses data centers não foram projetados para rodar modelos muito grandes como os do Gemini. Finalmente, as atualizações de software também seriam mais lentas do que em outras infraestruturas.

Além disso, durante anos, a gestão financeira da Apple teria considerado a nuvem como um custo e não como um investimento estratégico. A operação em silo da Apple – cada equipe trabalha em seu próprio canto – também não ajuda a reunir capacidades de hospedagem de computação na nuvem. Compreendemos assim melhor porque é tão complicado dar à luz este novo Siri, que combina várias especialidades: IA generativa, processamento massivo de dados e requisitos rigorosos de confidencialidade.

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