A intervenção precoce em psiquiatria visa intervir o mais precocemente possível em adolescentes ou adultos jovens em risco de desenvolver uma perturbação psicológica – ou de viver com uma perturbação incipiente – na esperança de limitar a sua cronificação. Por trás disso, existe a perspectiva de uma vida mais plena.
Professor da Universidade de Melbourne, Patrick McGorry, um irlandês que emigrou para a Austrália, foi o primeiro a conceituar essa prática na década de 1980. Paralelamente à sua atividade clínica, em 2002 lançou o Instituto Orygen, especializado na investigação e defesa da saúde mental dos jovens.
Como você se interessou pela intervenção precoce?
Eu estava concluindo minha formação em psiquiatria e decidi concentrar minha pesquisa final nos primeiros episódios psicóticos em jovens. Rapidamente percebi que eles eram mal cuidados e recebiam mensagens particularmente negativas dos psiquiatras, que lhes garantiam que nunca sairiam dessa. Isto foi baseado em um pensamento do século XIXe século, quando a esquizofrenia era chamada de “demência precoce”. Porém, mesmo sem tratamento, as pessoas afetadas não apresentavam demência.
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