A quarta revolução industrial, inteiramente centrada na digitalização, poderá chegar ao fim em breve. Um passo adiante, a Indústria 5.0 pretende utilizar a tecnologia para adaptar os processos de produção às necessidades dos trabalhadores. Graças aos algoritmos e à robótica, a máquina torna-se um parceiro colaborativo que apoia e amplifica as capacidades humanas.

Rumo à indústria colaborativa

O elemento-chave deste novo paradigma são os robôs colaborativos, chamados Cobots. Projetado especificamente para trabalhar com segurança ao lado de humanos, sem barreiras físicoesses robôs estão equipados com sensores gestão de forças e sistemas inteligentes de detecção de colisões que lhes permitem adaptar-se às ações dos operadores.

Na vanguarda da inovação, a Universal Robots desenvolve cobots que podem se adaptar a qualquer ambiente de produção e ser usados ​​em muitos aplicativos. Na Alemanha, Siemens implantou com sucesso o modelo e-Series em suas fábricas para aliviar os funcionários de tarefas repetitivas e cansativas, evitar erros de planejamento e garantir alta qualidade de processos e produtos.

Aproveitando as qualidades humanas e mecânicas, o sinergia homem-máquina aumenta a produtividade, melhora a segurança no local de trabalho, fortalece as capacidades de inovação, ao mesmo tempo que traz maior flexibilidade e maior personalização às linhas de montagem e produção.

Os robôs colaborativos simplificam o trabalho humano. © Governo

Um impacto positivo no meio ambiente

Outra vantagem das tecnologias colaborativas é que as empresas industriais ganham eficiência operacional, o que lhes permite poluir menos.

Em Skene, Escócia, o Grupo Atria Scandinavia, fabricante líder de produtos gourmet e vegetarianos do mundo, instalou cobots nas suas fábricas, o que tornou as suas linhas de produção mais eficientes, resultando numa redução de 25% no seu desperdício. No Japão, a Panasonic confia no conceito de “ Fabricação Simbiótica » para limitar a superprodução, calibrar os fluxos logísticos para reduzir custos transmissões de CO2e promover a ascensão da economia circular.

Graças a estas novas soluções, a quinta revolução industrial terá um impacto considerável nas estruturas organizacionais e nos métodos de produção. Mais do que uma simples evolução tecnológica, anuncia uma grande transformação cultural, que confere à fábrica novamente um papel social e ambiental, com o objetivo de fazer melhor, e não apenas mais.

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