
Este artigo foi retirado da revista mensal Sciences et Avenir n°945, de novembro de 2025.
Dez anos após a primeira detecção de ondas gravitacionais, em 14 de setembro de 2015, a colaboração Ligo-Virgo (Estados Unidos/Europa), desde então acompanhada pela Kagra (Japão), ofereceu-se um presente perfeitamente escolhido: a confirmação por observação de um teorema formulado em 1971 por Stephen Hawking.
Quando Hawking formulou sua teoria, a própria existência de buracos negros era hipotética
O astrofísico inglês afirmou então que a área total da superfície dos buracos negros só pode aumentar ao longo da sua existência, apesar da emissão de ondas gravitacionais que tenderiam a diminuí-la. Esta previsão permaneceu teórica. O evento GW250114, registrado em janeiro de 2025, entregou um sinal tão claro que permitiu verificá-lo visualmentealgo com que o astrofísico provavelmente não teria ousado sonhar há cinquenta anos, quando a própria existência de buracos negros permanecia hipotética.
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99,999% de confiança
Duas estrelas de 30 a 40 massas solares, de aproximadamente 240 mil km² cada, fundiram-se assim para formar um buraco negro final de 400 mil km² – um aumento de acordo com o teorema de Hawking, verificado aqui com 99,999% de confiança.