Entre os males que afectam a democracia americana, a manipulação partidária dos mapas eleitorais ocupa um lugar de destaque, juntamente com o financiamento desenfreado das campanhas. Seis meses antes das eleições intercalares, o Supremo Tribunal dos Estados Unidos tomou uma decisão contundente na quarta-feira, 29 de Abril, que poderá em última instância mudar a representação política do povo americano em toda a sua diversidade. A maioria composta por juízes conservadores (seis a três) considerou, no caso da Louisiana, que um mapa eleitoral não poderia ser redesenhado com base em critérios raciais para melhor representar os afro-americanos.
Antes do censo nacional de 2020, apenas um dos seis distritos da Louisiana para as eleições para a Câmara dos Representantes era maioritariamente negro, embora esta comunidade represente cerca de um terço da população deste estado. O mapa actualizado teve, portanto, de adicionar um segundo distrito favorável. Mas desencadeou uma batalha jurídica, com um grupo de eleitores brancos denunciando uma empresa discriminatória.
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