As dúvidas sobre o modelo económico por detrás da revolução da inteligência artificial (IA) podem não ter sido descartadas, mas os gigantes tecnológicos americanos continuam a registar lucros recordes. Quatro deles (Alphabet, Microsoft, Amazon e Meta) publicaram os resultados do primeiro trimestre na quarta-feira, 29 de abril, e todos superaram as expectativas dos analistas. As questões dizem respeito ao futuro e, em particular, ao retorno dos enormes investimentos feitos na corrida armamentista pela IA. O presente é extremamente rentável para todo o setor.
Atrás da Nvidia, a designer de chips, verdadeira padrinho da revolução em curso, a Alphabet, empresa controladora do Google, parece ser a empresa que está fazendo o melhor. Registou assim um aumento de 20% no seu volume de negócios nos primeiros três meses do ano – para 110 mil milhões de dólares (95 mil milhões de euros) – face ao mesmo período de 2025, e um salto de 80% nos seus lucros líquidos. (US$ 62,5 bilhões). Os seus resultados são nomeadamente apoiados pelo crescimento do setor da nuvem – com um volume de negócios de 20 mil milhões, um aumento de 63%.
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