Depois de atacar Bamako, os jihadistas decidiram sufocá-la. Num vídeo partilhado na terça-feira, 28 de Abril, através dos seus órgãos de propaganda, o Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos (GSIM, afiliado à Al-Qaeda) anunciou que estava a envolver o “bloqueio em todos os eixos” da capital do Mali.
Este movimento liderado pelo jihadista maliano Iyad Ag Ghali lançou, no sábado, 25 de abril, com os seus aliados da independência do norte da Frente de Libertação de Azawad (FLA), ataques simultâneos de uma escala sem precedentes contra posições da junta no poder em várias localidades do país. Durante esta ofensiva, o número dois do regime, o Ministro da Defesa, General Sadio Câmara, foi morto, mas não foi estabelecida nenhuma avaliação global fiável.
De acordo com vários testemunhos recolhidos por O mundoapesar das ameaças do GSIM, não houve pânico nesta quarta-feira nas ruas da capital. Mas na periferia sentiram-se os primeiros efeitos do bloqueio. Pelo menos três das seis principais rotas para Bamako foram bloqueadas pelos jihadistas, segundo estas testemunhas.
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