A Hungria tem “regressou ao seu caminho europeu”acolheu Ursula von der Leyen, poucas horas depois da vitória esmagadora de Péter Magyar e da pesada derrota do primeiro-ministro Viktor Orban, nas eleições legislativas húngaras de 12 de abril. Desde então, sem esperar pela tomada de posse do futuro chefe de governo, marcada para 9 de maio, representantes da Comissão já se reuniram duas vezes com as suas equipas. Na quarta-feira, 29 de abril, a presidente do Executivo comunitário e o seu homólogo do Conselho Europeu, António Costa, receberam sucessivamente em Bruxelas o novo homem forte de Budapeste.
Depois de dezasseis anos de relações tempestuosas entre a União Europeia (UE) e a Hungria, marcadas por repetidas ameaças de veto por parte de Viktor Orban, alegando tanto a sua proximidade com Moscovo como a sua hostilidade à construção comunitária, tanto Bruxelas como Budapeste procuram enviar o sinal de uma “reiniciar” do relacionamento deles. “Não temos tempo a perder”explicou, no X, em 26 de abril, Péter Magyar. A primeira emergência, como repetiu na quarta-feira, é “repatriar fundos europeus a que os húngaros têm direito” e que seria muito útil para um país cujo crescimento está estagnado.
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