As equipas de Stéphane Séjourné, vice-presidente executivo da Comissão Europeia, realizaram uma verdadeira exegese dos comunicados de imprensa de Pequim na segunda-feira, 27 de abril, para tentar avaliar o alcance dos publicados pela manhã pelo Ministério do Comércio chinês. Com uma primeira conclusão: não há razão para nos preocuparmos excessivamente com as medidas retaliatórias com que ameaça a União Europeia (UE) se esta continuasse com os seus projectos de reindustrialização do Velho Continente através da promoção do “made in Europe”. Em todo o caso, é nisso que Bruxelas quer acreditar.
Na mira de Pequim está o projeto de lei de aceleração industrial (IAA, para Industrial Accelerator Act), que Bruxelas apresentou em 4 de março e que está atualmente a ser analisado pelos Estados-membros e pelo Parlamento Europeu. Para ver a indústria regressar, como no início da década de 1990, a 20% do produto interno bruto da UE até 2035 (em comparação com os 14% actuais), este texto introduz a preferência europeia na adjudicação de contratos públicos e na disponibilização de ajuda dos Estados-Membros, reforçando simultaneamente o controlo dos investimentos estrangeiros. Diz respeito a sectores estratégicos – aço, energia eólica, bombas de calor, automóveis, etc. – para o emprego, bem como para a segurança económica do Velho Continente.
Você ainda tem 62,95% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.