À medida que se aproxima a época das reuniões gerais de copropriedade, os administradores de copropriedade temem o absentismo dos coproprietários, uma fonte de bloqueio para os edifícios que gerem, uma vez que decisões importantes não podem ser tomadas. Se parte das deliberações puder ser votada pela maioria dos coproprietários presentes na assembleia ou representados por outra pessoa, outras deliberações exigirão maior presença.
A venda de uma área comum como uma antiga casa de caseiro, o despedimento de um empregado do edifício ou a remoção de equipamentos como o aquecimento colectivo exigem a presença de dois terços de todos os coproprietários e por vezes até de todos em caso de votação unânime.
Ouro, “o número de coproprietários presentes nas reuniões tende a diminuir com o passar dos anos”observa Danielle Dubrac, presidente da UNIS, uma das principais federações que representam curadores. Não existem números oficiais nesta área, mas um inquérito realizado pela UNIS em Fevereiro junto dos seus associados revelou uma taxa média de assiduidade de 47%, ou seja, pouco mais de metade dos coproprietários que não participam nas decisões.
Além disso, entre os coproprietários contabilizados como presentes, há aproximadamente 20% de votos por correspondência e 5% de coproprietários representados por outra pessoa, na maioria das vezes outro coproprietário.
Razões multifatoriais para ausência
Por que os coproprietários não comparecem a uma reunião quando se trata de seus bens, às vezes com grandes despesas envolvidas? Para Sylvaine Le Garrec, socióloga, especialista em habitação e copropriedade, os motivos do absentismo são multifatoriais. “As assembleias são muito formais com agendas em grande parte definidas por regulamentos e, portanto, pouco propícias à construção de decisões coletivas”estima Mmeu O Garrec.
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