Pelo terceiro ano consecutivo, as vendas de bicicletas novas caíram em 2025. O mercado francês valorizou 1,86 mil milhões de euros no ano passado, uma queda de 8,4% face a 2024. Em volume, o setor registou mesmo o quarto ano consecutivo de queda, com 1,84 milhões de bicicletas vendidas. Quase 1 milhão a mais foram vendidos em 2021, segundo números do Sindicato das Empresas de Esporte e Ciclismo (UESC), entidade profissional do setor, divulgados na sexta-feira, 24 de abril.
As vendas de bicicletas eletricamente assistidas, nas quais as marcas, especialmente as francesas, confiam há muito tempo, já não são suficientes para impulsionar o mercado. No ano passado foram vendidas 507 mil, menos que o recorde de 738 mil em 2022, e ainda menos que em 2020. Os modelos elétricos, vendidos ao preço médio de 1.999 euros, representam apenas 54% do mercado, face aos 58% de 2024. Em média, elétrica ou não, uma bicicleta nova é vendida por 1.014 euros, valor que avança mais. Entre os vendedores, os estoques seguem em patamar elevado.
O setor, formado por montadoras, fornecedores de peças de reposição e distribuidores atacadistas ou varejistas, continua sofrendo as consequências da crise “bolha cobiçosa”assim denominado pela UESC. Após o primeiro confinamento, na primavera de 2020, as viagens em bicicleta beneficiaram de uma situação favorável, devido à apreensão das deslocações em transportes públicos, à vontade de praticar exercício ao ar livre e ao desenvolvimento pelas autoridades públicas de numerosos percursos temporários, muitas vezes tornados permanentes posteriormente. A procura acompanhou, assim como a produção, já que hoje 28% dos novos modelos foram montados em França. Mas você não compra uma bicicleta nova todo ano.
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