A OPINIÃO DO “MUNDO” – IMPERDÍVEL
Não esperávamos muito da cinebiografia (anunciada e esperada há tempos) sobre Michael Jackson (1958-2009), já que tal projeto inevitavelmente se vê esmagado sob o peso da oficialidade e impulsionado por parte da família do músico. Miguel imediatamente se anunciou como um projeto branqueado por todos os lados, evitando assuntos raivosos, mesmo que Michael Jackson seja um deles por direito próprio.
O que fazer, o que dizer sobre um homem que era um deus vivo da música e da dança, mas que também acaba por ser (o documentário de quatro horas, Saindo da Terra do Nunca, em 2019, não deixou dúvidas) um homem acusado de agressão sexual a vários menores? Diante dessa questão, o filme Miguel optou por favorecer os fãs, alguns dos quais se recusam a ver o lado predatório de seu herói. Uma escolha que a filha do cantor, Paris Jackson, lamenta em artigo na Guardião : “O filme atende a uma parte muito específica dos fãs do meu pai, que ainda vivem uma fantasia e serão felizes. »
Na verdade, eles serão. A história traça a jornada ascendente do rei do pop, aqui interpretado por seu sobrinho, Jaafar Jackson: sua infância em Gary, Indiana, seu início de estrelato com os Jackson Five, depois sua emancipação da família quando Michael segue solo com duas obras-primas produzidas por Quincy Jones, Fora da parede (1979) e Filme de ação (1982), filme que termina em 1984, durante a turnê de despedida do Jackson Five.
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