Deputado bolsonarista Nikolas Ferreira durante manifestação da direita sob o lema “Acorda, Brasil”, pedindo a destituição do presidente Lula e de dois juízes do Supremo Tribunal Federal, em São Paulo, 1º de março de 2026.

De boné na cabeça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou com orgulho o 1ºer Abril, os dois anos da Pé-de-Meia (“meias de lã”), em um estande em Fortaleza, no estado do Ceará, no Nordeste brasileiro. Lançado em 2024, este programa, ponta de lança da política do atual presidente para com os jovens, atribui cerca de 200 reais por mês (cerca de 34 euros), bem como bónus a estudantes dos 14 aos 24 anos de origem modesta, de forma a incentivá-los a continuar a sua educação até ao fim. “O que estamos tentando te garantir é que hoje você não perca a possibilidade de continuar sonhando, que não pare os estudos para fazer biscates para ajudar seu pai ou sua mãe”explicou o presidente.

Mas esta iniciativa, que beneficiou 5,6 milhões de jovens e permitiu reduzir em 43% o abandono escolar entre 2022 e 2025, não foi suficiente para que Lula conseguisse o apoio das novas gerações com vista à sua reeleição nas eleições presidenciais de outubro, ameaçado pelo progresso do seu rival de extrema-direita, Flávio Bolsonaro, que agora lidera as sondagens, com 46% das intenções de voto na segunda volta, segundo uma sondagem do instituto Datafolha publicada em 1er abril. Embora os jovens constituíssem outrora um bastião da esquerda, quase 72% dos jovens entre os 16 e os 24 anos rejeitam hoje o governo, em comparação com 53% de toda a população, de acordo com um inquérito AtlasIntel/Bloomberg publicado em 25 de Março.

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