A presidente do Tribunal de Contas, Amélie de Montchalin, em Paris, 13 de março de 2026.

A nomeação de Amélie de Montchalin como chefe do Tribunal de Contas continua a causar turbulência. O Conselho de Estado examinou, na sexta-feira, 17 de abril, um recurso contra o decreto adotado por Emmanuel Macron em 11 de fevereiro que nomeia o ex-Ministro da Ação e Contas para o cargo de primeiro presidente da instituição da rue Cambon. O recurso em causa foi interposto por Paul Cassia, professor de direito público da Universidade de Paris-I Panthéon-Sorbonne, pela associação Anticor e por Jacques Rigaudiat, conselheiro superior honorário do Tribunal de Contas.

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Na mira dos requerentes: o poder discricionário de que dispõe o Chefe de Estado para nomeações na cabeceira da Rue Cambon e “a ausência de intervenção de uma autoridade independente do executivo” antes dessas nomeações. UM “torna o príncipe anacrônico”, criticam, daí, segundo eles, uma “falso reconhecimento” do princípio da imparcialidade e independência dos tribunais e um ataque à separação de poderes.

“A nomeação de um ministro em exercício, e ainda mais do orçamento, à frente do Tribunal, por si só cria dúvidas sobre a imparcialidade estrutural da instituição”, eles desenvolvem em seu apelo, apontando “a cristalização imediata e irremediável dos conflitos de interesses que tal nomeação induz”. Tantas críticas que ecoam as expressas pela oposição, para quem Amélie de Montchalin corria o risco de se tornar “juiz e partido” em questões orçamentais após a sua transferência direta de Bercy.

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