A extradição, quinta-feira, 16 de Abril, pela Autoridade Palestiniana para França de Mahmoud Khader Abed Adra, vulgo Hicham Harb, suspeito de ter sido o supervisor do ataque à Rue des Rosiers em 1982, não terá impacto na data do julgamento, aguardado com impaciência pelas partes civis. Segundo fontes próximas do caso, este julgamento terá lugar em 2027, ou seja, quarenta e cinco anos após os acontecimentos, tornando este ataque anti-semita um dos mais antigos processos judiciais franceses ainda em curso. As datas das audiências serão conhecidas nos próximos dias.
Em 9 de agosto de 1982, um comando de três a cinco homens matou seis pessoas e feriu outras 22 ao atacar o restaurante Jo Goldenberg, no bairro de Marais, em Paris, com granadas e armas automáticas. Ao final do despacho de acusação, proferido pelo juiz de instrução em 31 de julho de 2025, seis acusados são encaminhados ao Juízo de Julgamento especialmente composto.
Serão três na caixa: Hicham Harb, 72 anos, que residia em Ramallah (Cisjordânia) antes de ser preso pela Autoridade Palestina em 17 de setembro de 2025, poucos dias antes do reconhecimento do Estado palestino pela França; Walid Abou Zayed, norueguês de origem palestina, considerado um dos atiradores e detido em França desde 2020; e Hazza Taha, tradutor radicado há muito tempo na França, suspeito de ter armas escondidas na época e colocadas sob controle judicial. O Tribunal de Cassação confirmou em Fevereiro a realização do julgamento, que foi contestado por dois arguidos, MM. Abou Zayed e Taha, que proclamam a sua inocência. Hicham Harb ainda não pôde comentar os fatos.
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