
Esses dois medicamentos são o Keytruda, do laboratório Merck (chamado MSD fora dos Estados Unidos), um medicamento anticancerígeno que já está no centro do portfólio de tratamentos da gigante americana, e o Lifyorli, da Corcept, também com sede nos Estados Unidos. Dois estudos, independentes entre si, avaliaram a eficácia desses medicamentos contra formas de câncer de ovário de difícil tratamento.
Este continua sendo um dos cânceres femininos mais mortais. De acordo com dados da American Cancer Society, cerca de metade das mulheres morre cinco anos após o diagnóstico, muitas vezes feito quando o cancro já está em metástase. Uma das dificuldades no tratamento desse câncer é que muitas vezes ele se torna resistente ao principal tratamento vigente, a quimioterapia platina.
A sobrevivência aumentou cerca de quatro meses
Os estudos avaliaram, portanto, se o Keytruda, por um lado, e o Lifyorli, por outro, melhoraram a situação dos doentes que, de outra forma, continuaram a seguir o tratamento habitual. Os dois estudos produziram resultados semelhantes, embora não possam ser comparados diretamente devido a metodologias diferentes. Os pacientes que receberam Keytruda ou Lifyorli além do tratamento habitual, em média, viram a sua sobrevivência aumentar em cerca de quatro meses.
Já aprovado pelos EUA e UE
De qualquer forma, estes dois medicamentos já foram aprovados no início do ano pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE) para o tratamento do cancro do ovário resistente à quimioterapia com platina.