Quinta-feira, 16 de abril, à meia-noite, 115 autores publicados pela Grasset anunciaram em carta enviada à Agence France-Presse e Mundo deixe a editora para denunciar a demissão de seu CEO, Olivier Nora, anunciada terça-feira. De acordo com este coletivo, “Sua demissão é um ataque inaceitável à independência editorial e à liberdade criativa”. Os signatários enfatizam : “Mais uma vez, Vincent Bolloré diz (…) : “Estou em casa e faço o que quero”, desafiando quem publica, quem acompanha, edita, corrige, produz, distribui, distribui os nossos livros. E em desprezo por quem nos lê. » Eles recusam “ser reféns de uma guerra ideológica para impor o autoritarismo em toda a cultura e nos meios de comunicação”.
Nesta carta assinada nomeadamente por Virginie Despentes, Sorj Chalandon, Bernard-Henri Lévy, Frédéric Beigbeder, Laure Adler, Judith Perrignon e Vanessa Springora, afirmam: “Não assinaremos nosso próximo livro com Grasset. E somos 115.”
Um terremoto absoluto para esta editora que perdeu todo o seu valor em vinte e quatro horas e será confiada a Jean-Christophe Thiery, amigo íntimo de Vincent Bolloré. Esta decisão histórica foi tomada no primeiro andar de um café em Les Halles, em Paris, onde cerca de sessenta autores de Grasset, reunidos ao final da tarde de quarta-feira, adoptaram, em duas horas, esta plataforma comum antes de a divulgar.
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