Mais do que um resgate, o anúncio feito em Estocolmo na terça-feira, 14 de abril, assumiu a aparência de um título de cavaleiro. Confrontada com o aumento dos custos, a start-up sueca Stegra, que está a construir a primeira siderurgia livre de carbono da Europa no norte do país, em Boden, estava a atravessar graves dificuldades financeiras. Desde o outono de 2025, diz-se que está à beira do colapso, levantando receios de uma repetição do cenário que levou à queda de outro símbolo da reindustrialização verde da Suécia, o fabricante de baterias Northvolt, que faliu em março de 2025, e cujas fábricas foram entretanto compradas pela empresa americana Lyten.
Criada em 2020 com o nome H2 Green Steel, a Stegra pode respirar novamente. Na terça-feira, a siderúrgica revelou que chegou a um acordo de princípio com um consórcio de investidores, disposto a fornecer-lhe 1,4 mil milhões de euros. Este montante deverá permitir-lhe concluir a construção da sua central de electrólise de 700 megawatts e dos seus fornos eléctricos de arco, com comissionamento previsto dentro de dezoito a vinte e quatro meses, segundo o CEO da empresa, Henrik Henriksson.
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