Após dois anos de debate, o resultado da lei de “simplificação da vida económica” é incerto. Terça-feira, 14 de abril, à tarde, a Assembleia Nacional votará as conclusões da comissão mista. Mas na segunda-feira, os assessores parlamentares do governo recalcularam as contas e previram uma votação muito apertada.
Se a esquerda anunciou que votaria contra, a posição do Conselho Nacional (RN) é mais desconhecida. O grupo deveria decidir na manhã de terça-feira. Sexta-feira, o deputado do Gard Pierre Meurin, líder do RN sobre o texto, foi muito crítico: «Como o nosso grupo não obteve nada e carece de simplificação, não vejo por que deveríamos apoiar esta lei. »
Entre os 87 artigos do texto, um deles cristaliza os debates: o artigo 15 ter que revoga as zonas de baixas emissões (ZFE), resultante de uma alteração do RN e do partido Les Républicains (LR). Problema: alguns dos deputados da Renascença e do Moderno recusam-se a votar o texto se o artigo for mantido como está. Depois de adiar uma primeira votação marcada para janeiro, o governo propôs adotá-la com uma alteração de compromisso sobre as ZFE. A utilização de votação bloqueada – para a qual o governo solicitaria a votação do texto ao não manter esta alteração – chegou a ser cogitada por algum tempo na segunda-feira.
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