O hemiciclo quase vazio da Assembleia Nacional em frente ao qual a Ministra da Cultura, Catherine Pgard, adoptou, na segunda-feira, 13 de Abril, o projecto de lei sobre a restituição dos bens culturais saqueados pela França durante a colonização, não faz justiça à importância deste texto, há muito aguardado pelos países requerentes. Após a votação unânime do Senado no final de janeiro, as poucas alterações apresentadas na segunda-feira terão agora de ser objeto de discussão na comissão mista para harmonizar as posições entre as duas câmaras.
Apesar dos debates pacíficos, duas posições ideológicas se enfrentaram durante seis horas no hemiciclo. Florence Joubert, deputada do Rally Nacional (Dordogne), desafiou um “discurso de extrema esquerda baseado no arrependimento”enquanto Aurélien Taché, deputado “rebelde” (Val-d’Oise), insistiu na “precisamos olhar nosso passado colonial nos olhos”.
Ao apontarem as imperfeições ou inadequações do texto, os parlamentares foram unânimes a favor de uma lei que responda às “uma exigência de justiça, uma exigência de verdade”nas palavras de Sophie Taillé-Polian, deputada do grupo Ecologista e Social.
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