
A missão Artemis II da NASA permitiu que quatro astronautas circunavegassem a Lua pela primeira vez em mais de 50 anos. Marca um passo fundamental para o retorno duradouro da humanidade ao solo lunar. Primeiro voo tripulado do foguete SLS e da espaçonave Orion, esta missão abre caminho para as próximas etapas do programa Artemis, com o objetivo de enviar novamente astronautas à Lua, estabelecendo então ali uma presença humana duradoura com vista a futuras missões a Marte.
As ambições da China
Este regresso à Lua ocorre num contexto de maior concorrência. A China pretende enviar humanos ao nosso satélite até 2030, aumentando a pressão sobre os Estados Unidos. Washington aposta actualmente na cooperação internacional, especialmente com a Europa, o Canadá e o Japão, mesmo que subsistam incertezas sobre o futuro destas parcerias.
Além dessa questão estratégica, a missão serviu também como demonstrador tecnológico. Permitiu testar em condições reais as capacidades do lançador SLS e da espaçonave Orion, essenciais para futuras missões tripuladas à superfície lunar. Assim, mais do que um simples voo à volta da Lua, Artemis II constitui um passo decisivo no relançamento da exploração humana para além da órbita terrestre.