Um trator bloqueia a O'Connell Street, Dublin, como parte de um protesto contra os altos preços dos combustíveis, 8 de abril de 2026.

Depois de quase uma semana de bloqueios que praticamente paralisaram a Irlanda, o governo de coligação Fine Gael-Fianna Fail (dois partidos centristas) finalmente cedeu aos manifestantes que protestavam contra o aumento dos preços dos combustíveis, anunciando, no domingo, 12 de abril, medidas adicionais de apoio aos agricultores e aos transportadores rodoviários. As isenções de impostos sobre combustíveis serão estendidas, o aumento do imposto sobre carbono que deveria entrar em vigor em 1er Maio será adiado para outubro.

Tal como noutras partes do mundo, os irlandeses têm visto os preços na bomba dispararem desde o início da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel no Irão, em 28 de fevereiro. O preço do gasóleo aumentou de 1,70 euros por litro para 2,17 euros num mês, um aumento de pelo menos 25%. O governo anunciou os primeiros cortes nos impostos sobre os combustíveis em 24 de Março (num custo total de 250 milhões de euros), mas a medida não aliviou a frustração dos transportadores rodoviários e dos agricultores.

A partir de terça-feira, 7 de abril, centenas de tratores e camiões começaram a bloquear ou a abrandar o tráfego nas principais estradas que servem Dublin, Cork e Limerick. O acesso aos depósitos de combustível também foi bloqueado a tal ponto que, no final da semana, 600 dos 1.500 postos de gasolina do país estavam quase vazios, segundo Kevin McPartlan, responsável pelo Fuels for Ireland, o lobby irlandês da indústria petrolífera, citado pelo canal de televisão Sky News.

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