A situação militar no Estreito de Ormuz continua extremamente confusa na manhã de segunda-feira, 13 de abril. Enquanto o presidente americano, Donald Trump, afirmava, domingo, 12 de abril, a meio do dia, que estava iniciando uma “bloqueio” do estreito, depois de dois destróieres americanos terem conseguido atravessá-lo, este primeiro desde o início da guerra – se for confirmado – levanta mais questões do que resolve.
A Marinha americana divulgou apenas uma foto para atestar essa passagem, na conta do Comando Central (Centcom) X. Desde então, nenhum fã da pesquisa de código aberto se aventurou a desenterrar uma imagem de satélite detalhando as condições desta passagem. Apenas os iranianos publicaram um vídeo no domingo, supostamente mostrando um destes edifícios ameaçado de abrir fogo se não se virasse imediatamente.
Para além da questão de saber se estes destróieres realmente cruzaram o Estreito de Ormuz, o significado militar desta operação com forte carga simbólica para os Estados Unidos permanece obscuro. “Esses dois contratorpedeiros sozinhos não podem bloquear o estreito. Eles podem apenas manter a pressão.”avalia Louis Borer, analista da Risk Intelligence, consultoria dinamarquesa que atualmente acompanha a área.
Você ainda tem 75,71% deste artigo para ler. O restante é reservado aos assinantes.