Um chimpanzé no Parque Nacional Kibale, Uganda, em 2020.

euOs mais velhos talvez se lembrem: em 1984, durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Sarajevo, o mundo não celebrava apenas as performances dos humanos; ele também elogiou sua capacidade de viver juntos. A Bósnia-Herzegovina, um mosaico religioso e cultural, foi considerada um modelo de fraternidade. Oito anos depois, porém, o país entrou em guerra civil. A culpa é dos líderes políticos? Para religião? Ao veneno de identidade que invadiu a ex-Jugoslávia? Trinta anos após o fim deste terrível conflito, os debates continuam.

A milhares de quilómetros de distância, os nossos primos chimpanzés acabam de acrescentar uma dimensão ao espesso arquivo da guerra civil. Uma equipe internacional liderada por John Mitani, professor de antropologia da Universidade de Michigan, publicou quinta-feira, 9 de abril, na revista Ciênciao resultado de três décadas de rastreamento de um grupo de grandes símios em Ngogo, Uganda. Ela descreve o que constitui a segunda observação já feita das lutas fatais que se seguiram à divisão de um grupo de chimpanzés.

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