Os beninenses não têm muitas opções. A eleição presidencial que se realiza no país, domingo, 12 de abril, vê duas duplas competindo: Romuald Wadagni e Mariam Chabi Talata pela maioria presidencial; Paul Hounkpè e Judicaël Hounwanou por uma oposição que se autodenomina “construtivo”. Quase 8 milhões de eleitores registados nas 17.500 assembleias de voto, espalhadas desde o Lago Ahémé até às fronteiras de Alibori, terão de decidir entre elas.
Os democratas do ex-presidente Thomas Boni Yayi (2006-2016) foram afastados no final de outubro de 2025 por falta de patrocínio –27 em vez dos 28 exigidos, recolhidos a autarcas e deputados. Uma exclusão confirmada pelo Tribunal Constitucional. Por seu lado, a oposição viu-a como uma manobra dos que estão no poder e um sinal da natureza antidemocrática das eleições.
Para o analista político Oswald Padonou, esta eleição presidencial altamente controlada não é nova: “Esta eleição insere-se numa tradição de transformar as eleições num momento consensual. A particularidade de 2026 é que temos um duelo desde a primeira volta, com Romuald Wadagni na pole position. »
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