Sem dúvida você já viu essas fotos borradas nas redes sociais chinesas. O que é essa misteriosa placa-mãe da Nvidia? A priori, é o SoC N1, um monstro poderoso que combina arquitetura Blackwell e 128 GB de RAM.

O que é essa misteriosa placa-mãe da Nvidia? Uma foto postada no Goofish, o “Bon Coin” chinês, mostra um novo componente diferente de tudo que conhecemos atualmente no mercado público em geral.

O que você vê aí é o SoC Nvidia N1, o primeiro processador real de consumo da marca desde o Tegra da Shield TV

Tal como acontece com a Apple com seus chips M, a GPU é integrada ao SoC e compartilha a mesma memória que a CPU, saindo da VRAM dedicada e do barramento PCIe entre os dois.

Como você sabe, a Nvidia não quer mais se contentar em ser o “fornecedor de placas gráficas” da Intel ou da AMD. Com esta plataforma, Jensen Huang quer oferecer o seu próprio “Apple Silicon” para PC. Esta misteriosa placa-mãe Nvidia não é uma evolução simples, você está sem dúvida olhando para algo completamente novo, um processador enorme e soldado, cercado por uma enorme quantidade de RAM unificada.

Para ter sucesso nesta aposta, a Nvidia uniu forças com MediaTek. A ideia? Use a experiência da gigante taiwanesa para a parte do processador (CPU) na arquitetura ARM e injete a arquitetura nela Blackwell para a parte gráfica. O resultado é sem dúvida o PCB ultracompacto que você vê aí.

Um monstro escondido debaixo do radiador

Para entender completamente o que está escondido nesta misteriosa placa-mãe da Nvidia, você precisa dar uma olhada nos chips de memória. São oito módulos de LPDDR5X assinado SK Hynixnum total de 128 GB de RAM. Essa memória não está aí por acaso: ela é unificada, e compartilhada entre o processador e a parte gráfica, com largura de banda de 273GB/s.

O chip é o SoC N1 que incorpora 20 núcleos ARM divididos em dois clusters: 10 núcleos de desempenho Cortex-X925 e 10 núcleos de eficiência Cortex-A725. Mas o verdadeiro choque é a GPU integrada.

Com 6.144 núcleos CUDA Blackwell, a GPU integrada, no papel, visaria o nível de uma GeForce RTX 5070, o que está uma ordem de magnitude longe de ser uma promessa medida. Os primeiros bancos Geekbench vazados de uma amostra inicial chegam ao nível de um RTX 2050 Mobile, o que pode ser explicado por uma amostra não finalizada, mas que pede cautela.

Observe também o estágio de potência, que chamamos de VRM. Com um estágio de potência de 8+6+2 fases, estamos claramente acima do que vemos em um ultraportátil clássico. Isso revela um alto TDP: o N1 não foi projetado para fanless (como o MacBook Air) ou ultrafino de 13 polegadas, mas para máquinas musculosas capazes de absorver seu consumo.

O futuro do laptop está em jogo aqui

Mas então, para que servirá essa misteriosa placa-mãe da Nvidia em termos concretos? A resposta são duas letras: IA. Ao equipar seu chip com 128 GB de RAM unificada, a Nvidia tem como alvo usuários que desejam rodar modelos de linguagem complexos (LLM) diretamente em sua máquina, sem depender da nuvem. É uma máquina de guerra para desenvolvedores e criativos.

A outra questão, é jogar no Windows on Arm. Até agora, a Qualcomm estava um pouco sozinha no campo, com drivers gráficos às vezes caprichosos. Com a Nvidia no comando, podemos esperar uma otimização cuidadosa.

Segundo vazamentos, a plataforma seria revelada na Computex 2026, sendo esperadas máquinas da Dell e Lenovo, as duas fabricantes já estariam rodando protótipos. Nada oficial da Nvidia nesta fase.


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