Para deixar as coisas claras, o presidente chinês, Xi Jinping, começou por reiterar, durante o seu encontro em Pequim, na sexta-feira, 10 de Abril, com Cheng Li-wun, líder do Kuomintang (KMT), o principal partido da oposição em Taiwan, que a China “não toleraria em nenhuma circunstância” a independência de Taiwan. Pelo contrário, apelou a esforços a favor da “reunificação”, um objectivo de longa data de Pequim que o KMT nunca apoiou explicitamente.
Esta primeira reunião em dez anos, entre os dois partidos chineses, antigos rivais históricos, foi a última etapa de uma viagem de cinco dias de Cheng Li-wun, inteiramente organizada e controlada pelo lado chinês. A viagem preocupou parte da opinião pública de Taiwan, preocupada em ver a China interferindo cada vez mais na vida política da ilha. Embora Taiwan seja de facto independente desde 1949, o crescente poder económico e militar da China torna a ambição de Pequim de recuperar Taiwan cada vez mais realista.
O Presidente taiwanês, Lai Ching-te, do DPP (Partido Democrático Progressista) no poder desde 2016, opõe-se firmemente, por sua vez, a qualquer forma de subordinação à China e a qualquer concessão que comprometa a soberania de Taiwan. Ele é descrito como um “separatista perigoso” por Pequim.
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