Primeiro-Ministro, Sébastien Lecornu, durante a sessão de perguntas ao governo, na Assembleia Nacional, em Paris, 8 de abril de 2026.

Seis semanas após o início da guerra no Médio Oriente, causa da mais grave crise energética em França desde as crises petrolíferas de 1973 e 1979, o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, dirigiu-se aos franceses na sexta-feira, 10 de abril, no final do dia.

“O problema é simples, enquanto dependermos do petróleo e do gás continuaremos a pagar o preço das guerras alheias”declarou durante um discurso televisionado na escadaria de Matignon. França vai assim duplicar o apoio à electrificação do país, que passará de 5,5 mil milhões de euros para 10 mil milhões de euros por ano até 2030, anunciou o chefe do Governo.

Sébastien Lecornu, que até agora se conteve enquanto os preços da gasolina disparavam e a exasperação dos franceses aumentava, não oferece nem uma solução milagrosa nem uma resposta a curto prazo. O momento em que, face à crise dos “coletes amarelos”, em 2018, ou à da Covid-19, em 2020-2021, os governos de Emmanuel Macron distribuíram ajudas, “custe o que custar” acabou. O primeiro-ministro critica “dispositivos que são demasiado gerais, demasiado dispendiosos, que muitas vezes criam efeitos inesperados e, por vezes, até receitas, sem realmente resolverem os problemas fundamentais.” No final de Março, apenas foram apresentadas ajudas específicas e limitadas no tempo, a favor das pequenas empresas de transporte rodoviário, dos pescadores e dos agricultores.

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