TEMlly McBeal, Robin Scherbatsky, Dana Scully, Buffy Summers… Os nomes de diferentes heroínas em série estão espalhados em cartazes no metrô de Paris, todos apresentados da mesma forma, com o slogan: “Em Gilead, ela não poderia ter se tornado…” advogado, jornalista, agente do FBI, o escolhido… O anunciante desta campanha, Disney+, mobilizou estes ilustres antepassados para promover Os Testamentos, a nova série de A Serva Escarlate, que retrata o lado colegial da ditadura patriarcal da distopia imaginada por Margaret Atwood.
Para vender sua nova produção, a plataforma utiliza personagens de séries antigas em seu catálogo – Aliado McBealComo conheci sua mãe, Arquivos X, Buffy, a Caçadora de Vampiros –, o que pressupõe, por parte do target visado pelo Disney+, uma sólida cultura seriada. Quando uma distribuidora de cinema pretende promover uma longa-metragem, destaca a fisionomia familiar dos seus intérpretes ou apela ao pedigree dos seus criadores – “pelos produtores de…”, “do diretor de”. A campanha de cartazes para Os Testamentos parte de outra abordagem, centrada mais nos personagens do que nos atores, confiante no domínio de uma cultura serial compartilhada.
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