O administrador da Agência de Proteção Ambiental dos EUA, Lee Zeldin, fala durante uma visita do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, às instalações da Engineering Design Services Inc. em Auburn Hills, Michigan, em 18 de março de 2026.

Nos salões de um hotel com vista para a Casa Branca, uma cena inédita ocorreu na quarta-feira, 8 de abril. Pela primeira vez na história da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), seu administrador, Lee Zeldin, veio proferir um discurso na abertura de uma conferência de dois dias organizada pelo Heartland Institute, um dos bastiões mais influentes do ceticismo climático no país.

O símbolo é pesado. A EPA, criada para proteger a saúde pública e o ambiente, tem parceria aberta com um grupo de reflexão que contesta a realidade das alterações climáticas. Fundado em 1984 e financiado, em particular, por instituições próximas de grandes grupos petrolíferos, o Heartland Institute continuou a combater a ciência climática e a promover a dúvida.

Diante de um público que o aplaudiu de pé, Lee Zeldin multiplicou as inverdades sobre a crise climática. Ele atacou administrações anteriores que teriam ignorado “o que o dióxido de carbono traz de positivo e necessário para a vida no planeta” – um argumento banal e cético em relação ao clima, afirmando que o CO2 é bom para as plantas.

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