Tiago Rodrigues, durante a apresentação da edição 2026 do Festival de Avignon, 8 de abril de 2026.

Quarenta e sete shows, 27 projetos liderados por mulheres, 16 por homens, seis por coletivos, cerca de dez shows coreanos, 14 mil lugares adicionais disponíveis para venda. O Festival de Avignon não se resume apenas a números. Mas estes últimos têm uma virtude: reflectem a vontade de Tiago Rodrigues, diretor até 2030, de não desistir do âmbito quantitativo (e esperamos qualitativo) de um evento cuja edição de 2026 se realizará de 4 a 26 de julho, nas mesmas datas do festival “off”.

Se o artista não estiver a criar uma exposição neste verão, está, no entanto, a assinar a organização de um “Dawn of Questions”, que verá 80 questões abordadas por artistas ou intelectuais inundarem o Cour d’Honneur do Palais des Papes (para os seus 80e aniversário). UM “celebração da dúvida”é nestes termos que Tiago Rodrigues descreve a edição de 2026, lembrando que Avinhão sempre foi lugar de complexidades, debates e até brigas. O realizador pretende reforçar esta prerrogativa num mundo que, lamenta, simplifica demais o pensamento.

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